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17/03/2013

A minha playlist para correr

Domingo. 20h. Decido calçar os ténis e ir correr para o Estádio Universitário de Lisboa sozinha. Depois de um fim-de-semana passado sentada a ouvir conferências, precisava de gastar energia. O que eu não sabia é que o sozinha ia ser mesmo.. sozinha. Em todo o tempo que lá estive a correr devo ter-me cruzado com quatro pessoas no total.

O cenário só não foi absolutamente deprimente, porque corro sempre com música para manter o ritmo alto. Tipo isto:

Arcade Fire - Ready to Start
Artic Monkeys - Dancing Shoes
Awolnation - Sail
Bloc Party - Banquet
Buraka ft. Mia - Sound of Kuduro
Dengaz - Eu Consigo
Eminem - Not Afraid
Florence and the Machine - Dog Days are Over e Shake It Out
Franz Ferdinand - Do You Want To
Jessie J - Stand Up
Kanye West - Stronger
Katy Perry - Part of Me
Metastaz - Supah


Aceitam-se de sugestões de mais músicas cheias de power!

PS: espero que não seja muito evidente que não me apeteceu ver o que havia depois do M

15/03/2013

Cumplicidades

Temos seis anos de diferença, eu e a minha irmã. Estes seis anos foram, na maior parte das nossas vidas, um abismo imenso feito mais de preocupação, cuidado e atenção do que de partilha. Entretanto crescemos e nos últimos anos, a nossa relação tem-se construído de outros ingredientes: uma partilha total, uma cumplicidade crescente e uma amizade sem barreiras.

A minha irmã sempre me apoiou nesta coisa de correr a partir.. do sofá. Eu ia, perguntava-lhe se queria vir e, invariavelmente, ela ria-se. Mas, desde há um mês, que me vai perguntando quando vou correr e tentamos matchar agendas para irmos juntas.

Esta semana, fomos correr juntas na quarta e na sexta. E só não fomos quinta porque eu não consegui. Por ela não falhávamos nenhum dia! O impressionante é que tem evoluído de cada vez que vamos correr. Já vai quase nos vinte minutos e parece não querer ficar por aqui.

Só não se junta a mim nos abdominais e subir as escadas a pé... mas uma coisa de cada vez.





13/03/2013

Quer correr. Sabe onde?

O Booty campo, com a ajuda do Onde Lisboa, seleccionou os lugares que mais gosta de usar para gastar os ténis e libertar o stress:


Belém: 5,5 km de pista. Adoramos a vista.



Parque Eduardo VII: 2 km de morrer. Adoramos o desafio



Jamor: 2,7 km - 6,1 km. Adoramos as diversidade



Parque das Nações: 5 km. Adoramos a vista - parte II



Estádio Universitário de Lisboa: 2,7 km. Adoramos a gravilha, o alcatrão, a terra e a lama.


Marginal: só o Paredão do Estoril tem 3km. Adoramos a vista - parte III.

Para além destes nossos lugares preferidos há ainda: Parque da Bela Vista, Parque Urbano Vale do Silêncio, nos Olivais; Mata de Alvalade, o Parque de Monsanto, Jardim da Estrela e a Quinta das Conchas.

E para quem gosta de nadar, o Onde Lisboa também tem uma lista aqui.

ténis que fala

a google anda a preparar surpresas.


story of my life


09/03/2013

Chuva, chuva, chuva

Foi uma semana muito em muito. Agenda muito cheia, muito trabalho, muita chuva. A juntar isto houve muita caminhada. Como mudámos de escritório, aproveito para vir a pé, ao fim do dia (mesmo com chuva), são 40 minutos para desligar das questões todas de trabalho e entrar em modo 'descanso'. 

Começar a ir a pé de manhã é coisa que nunca há-de acontecer - não sou nada morning person, só saio da cama quando o despertador já tocou cinquentas vezes e não posso adiar mais. Nem pensar em acordar mais cedo para ir a pé.




Hoje não choveu e é sábado por isso era mais que altura de pôr as desculpas de lado e calçar os ténis. Foram 45 minutos, 5 andares de escadas e uma sessão bootylicious. Pena foi não conseguir conciliar a agenda com as outras meninas, mas no próximo fim-de-semana temos de conseguir!


03/03/2013

O dia em que (quase) levei uma 'tareia'

Às vezes é difícil encontrar tempo para tudo. Esta foi uma semana dessas. Depois da corrida de terça-feira, não consegui voltar a calçar os ténis. Por isso, não podia passar de hoje.

O pior (ou melhor, ainda não decidi) foi a companhia. Decidiu armar-se em booty master mal pusémos um pé fora de casa. Nem me deu tempo para assimilar a diferença de temperatura. E depois corre que nem um cavalo. Resultado: tinha acabado de começar e já estava a morrer por todos os lados. E ele dizia-me "são só os primeiros doze minutos, depois o curso habitua-se" e eu ouvia isto e pensava "estás a ensinar a missa ao papa". Só me apetecia apertar-lhe o pescoço, mas nem isso conseguia fazer porque ele ia sempre a correr lá à frente.

Não bastasse isto, deu-me aquela coisa maravilhosa que deve ter um nome científico qualquer, mas que eu conheço por dor de burro. Quando partilho isto ouço um "isso passa. Continua a correr". "Isto passa?   Isto dói!", pensei eu. Mas continuei. Tentei confiar e acreditar que ia passar. A dor é sexy, a dor é sexy, a dor é sexy repeti mentalmente.

E fui correndo, ele sempre muito lá à frente, com uma passada muito mais larga que a minha. Até que ele dá meia volta e, no meio de outras coisas que o meu cérebro não conseguiu processar, ouço qualquer coisa como "eu acho que tu consegues dar mais, mas estás armada em mariquinhas". "Mariquinhas?!", pensei eu. Se tivesse forças que conseguisse canalizar para outro lado que não as minhas pernas, tinha-lhe apertado o pescoço. (e eu não sou a favor da violência). Isto fez crescer um Hulk dentro de mim.

A dor de burro passou, sofri com todas as outras dores - que espero que resulte em igual aumento de sexyness - possíveis, e fui ouvindo os "alarga a passada", "não baixes o ritmo", "ainda vamos dar mais umas voltas ao estádio" como um incentivo.

Foram 45 minutos (em alturas os mais longos da minha vida, noutras que pareciam passar a voar) para me desafiar, para me levar mais longe, para perceber que tenho ainda muito que treinar... Mas foram também 45 minutos muito desafiantes para a minha capacidade de motivação. Mesmo que ele tenha dito, em determinada altura, "nem estou a puxar muito", nunca ninguém me "puxou" tanto... e não foi fácil afastar a vontade de parar, sobretudo depois da marca da meia hora.

Por isso, ter conseguido cumprir (com um sprint no fim!) deixou-me com a sensação de alegria que se deve ter quando se completa uma maratona.

Se calhar foram as endorfinas a tolher a minha capacidade de julgamento, mas, depois de ter sugerido subir os cinco andares a pé (!), acabei a perguntar-lhe quando é que corríamos outra vez.



Isto pedia uma imagem que ilustrasse o "correr que nem um cavalo".




28/02/2013

decisões

as maiores decisões da minha vida foram tomadas enquanto andava. lá ia eu, de música nos ouvidos, de casa até à baixa pensando na vida. a verdade é que funcionava.
no outro dia, ouvi a Rita Ferro Rodrigues dizer que as decisões dela eram tomadas enquanto corria.

só para não ter aquele sentimento de angústia terrível no peito, vale a pena sair de casa, andar ou correr. experimentem. a vossa mente e o vosso corpo agradecem :)


26/02/2013

de volta aos 50 minutos

Não ter horários de trabalho fixos tem destas coisas: ontem saímos do escritório à meia-noite, mas hoje combinámos - eu e a B, que é, para além de colega de trabalho, companheira de corrida - fazer uma pausa a meio da manhã para correr.

Às 11h30, calçámos os ténis e lá fomos nós. Combinámos que faríamos, pelo menos, meia hora. Se estivéssemos a sentir-nos bem fazíamos 45 minutos. Acabámos por fazer 52. Foi muito bom conseguir voltar a fazer este tempo! Agora o desafio é aumentar a velocidade.

Regressámos ao trabalho energizadas e com motivação adicional para mais um dia que se adivinha longo.

Estes são os meus amores. Foi um namoro longo. Recebi-os, de presente, em Dezembro, quando não conseguia correr por causa do joelho. Foi uma óptima motivação para voltar à estrada.


23/02/2013

A queda

Foi em câmara lenta (pelo menos na minha cabeça): um pé a seguir ao outro a tentar repor o equilíbrio, o desequilíbrio a conquistar espaço, constatar que o chão do Jamor se estava a aproximar a grande velocidade. Tudo o que consegui fazer foi evitar a gravilha e tentar cair na erva. E consegui! Senti-me um cortador de relva mas por incrível que pareça só magoei uma mão.

Levantei-me e continuei a correr (com alguns momentos de dificuldade entre respirar com ritmo e não me escangalhar a rir com a queda), afinal era a primeira vez que estava a correr com a Lalu, desde que criámos o Booty campo. E que surpresa! A Lalu não apenas correu, como fez tempos de recuperação curtos entre as corridas e ainda aceitou fazer alguns sprints! É a prova que alguma confiança e motivação fazem toda a diferença.

Depois ainda fomos fazer exercícios, incluíndo alguns momentos Bootylicious com a Lalu a orientar-nos. Bela tarde!

Foi por aqui que andámos a correr.


E este seria o meu aspecto depois da queda, se estivesse a chover.

12/02/2013

Conquistas!

Uma pequena lesão no joelho impediu-me de correr em dezembro. Em janeiro,  umas visitas ao médico e uma joelheira depois, voltei à estrada. Mas estava a demorar a recuperar o ritmo (muito por culpa do medo de voltar a sentir aquelas dores - que não são nada sexy). Fui recuperando a confiança com várias meias horas de corrida e hoje, finalmente, voltei a fazer 45 minutos. A marca da uma hora ainda está distante, mas não está esquecida.

Com a motivação em altas (como diria a Lalu) vim para casa de escadas (dois a dois) até ao meu querido quinto andar. Mais uma sessão Bootylicious e outra dedicada aos abdominais. Para acabar, uns alongamentos.

Agora é desfrutar da sensação de conquista, porque amanhã começa tudo outra vez!

Se ainda conseguisse levantar os braços com esta energia, era assim que celebrava.


Não é uma maratona. É a volta ao mundo.

Há pessoas que acham que já é uma grande coisa conseguir correr meia hora dia sim, dia não. E ficam a pensar se devem apanhar chuva e se está muito frio e... (eu!). E depois há pessoas que correm 50 km por dia, debaixo de um calor infernal, de chuva incessante e até neve!

Ok. Há uma pessoa: o Tom Deniss que decidiu dar a volta ao mundo a correr. O australiano acabou de passar por Portugal, nesta sua aventura que só deve acabar em Setembro. Entretanto já passou pela pelas Américas - do Norte e do Sul.

Ele é um verdadeiro booty master!

Podem ficar a conhecer a história neste artigo da Visão. E acompanhar a viagem\mega corrida\ aventura no site oficial.

Há fotografias do senhor em que fico a pensar que a dor é mesmo sexy.

08/02/2013

Exercício solidário

Meninas,

Já têm planos para o próximo fim-de-semana? Tenho uma sugestão para domingo, dia 17.

Podemos ter um gesto solidário e ainda fazer exercício, numa prova informal sem cronómetro. Pode correr-se os 16 km ou fazer a caminhada, de 6,5 km, com inscrição a partir de 4 euros. O valor angariado reverte para a Casa Mão Amiga.

Se quiserem podem também fazer donativos para esta instituição que acolhe crianças dos 8 meses aos 8 anos. Material escolar, roupa, artigos de higiene e alimentares são bem-vindos.

Para se inscreverem basta seguirem este link.






07/02/2013

Historial das minhas relações falhadas

A minha difícil relação com o exercício físico regualar começou cedo.
  • um mês de golfe: porque desisti? as aulas eram muito longe e ao sábado de manhã;
  • cinco meses de taekwondo: porque desisti? as aulas eram muito tarde - e às quintas-feiras obrigava-me a faltar a jantares com amigos;
  • uns meses de hidroginástica: porque desisti? não me lembro sequer porque me inscrevi;
e a lista continua: experimentei também o ténis, o futebol e até o pingue-pongue

A relação desportiva mais longa que tive (e tenho) é mesmo com a corrida. e as razões são simples:
- a partir da minha porta de casa, tudo é pista;
- não há horas marcadas,faço eu o meu horário;
- é grátis;
- tenho amigas com quem corro e que me motivam a continuar;
- mantenho a motivação porque posso desafiar-me: experimentar caminhos novos, estabelecer novos records pessoais, aumentar o tempo de corrida..
- nos dias de chuva intensa não me sinto (muito) culpada por ficar em casa;
- nos dias de sol ainda aproveito para bronzear um bocadinho.

06/02/2013

"A Dor é Sexy"

Ensinaram-me, a dada altura, que, se queremos correr (ou fazer qualquer desporto - acrescento eu), devemos ter uma frase, um motto, uma máxima que possamos repetir para nos convencer a continuar, mesmo quando parece que estamos a morrer de exaustão.

"A dor é inevitável. O sofrimento é opcional" Esta é a do Haruki Murakami (que escreveu um livro sobre a arte de correr).

E foi a inspiração para encontrar o meu motto. Precisava de reconhecer que a dor existe, mas ao mesmo que me recordasse porque estava eu ali, qual o meu objectivo último: a sexyness que um corpo saradão tem, pois claro.

Assim nasceu o "A Dor é Sexy" que gosto de repetir especialmente quando vou a subir degraus dois a dois e sinto as pernas a arder.

Sintam-se à vontade para usá-lo ou para criarem os vossos próprios. Que mottos desportivos há desse lado?


05/02/2013

A minha primeira vez ♥

Então e se quiserem começar a correr, mas tal como eu, são um zero à esquerda na matéria?

Vou-vos contar como fiz e acho que resultou muito bem.

1- É importante aquecer. Braços, pernas, tornozelos, joelhos. Porque não queremos espatifar corpo por causa dessas coisas. Uns saltinhos é sempre bom.

2- Corri 1 minuto. E quando digo correr, foi praticamente a andar, mas hey! foi a primeira vez.

3- Andei 3. Em pseudo power walking, ou seja, um andar depressa, ritmado.

4- Voltei a correr 1 minuto. E a andar 3. E assim sucessivamente durante meia hora.

5- Subi 3 lances de degraus 2 a 2.

6- Séries de 10 abdominais, 10 agachamentos, 10 flexões e 10 daqueles exercícios que a Sofia L ainda agora falou.

7- Alongamentos. Para ficar bem esticadinha e, supostamente, ter menos dores depois (HA!)

8- Uns minutos de joelhos e olhos fechados, a absorver o ambiente em redor.

Foi isto. E vocês pensam: um minuto, só?  E eu respondo: e foi horrível. Um minuto pareciam cinco -.-

Se no Verão o meu rabo estiver como quero (ou perto, vá) ponho aqui uma foto ahah fica a promessa.



Sem "mas", nem meio "mas"


O meu amor por chocolate é quase equivalente ao meu amor à Nike. É esta imagem que tenho no ambiente de trabalho para não me esquecer que entre ficar no sofá e ir fazer exercício está só a preguiça.

Esta imagem é para aqueles dias em que começo a pensar "eu até ia correr":
...mas está a chover
...mas está frio
...mas não sei se tenho tempo
Isto são tudo desculpas! Há sempre tempo, se chove há impermeáveis ou exercícios que se pode fazer em casa.

Agora só falta a parte de me conseguir convencer disto mesmo naqueles dias em que não apetece nada.


Sou a Amelia e sou uma preguiçosa assumida

Olá, sou a Amelia e este é o meu objectivo: 



Ficar com um rabo destes. Também não faço por menos, não é? Mas se não tentar é que não consigo de certeza.

A Sofia L., que há meses que me tem andado a chatear para ir correr, conseguiu finalmente o seu objectivo e arrastou-me a um Sábado para o estádio da Cidade Universitária. A um Sábado! Mas a verdade é que fiquei rendida. Foi fácil? Não. Foi horrível. Principalmente porque não gosto de exercício e nunca fiz nenhum. Andei dois dias aflita das pernas, dos braços, do rabo, dos abdominais. Mas a sensação de que dói porque foi tudo trabalhado é simplesmente fabulosa.

A minha história não é muito simples. Há menos de um ano diagnosticaram-me uma depressão. Comecei a tratar-me e emagreci imenso. O meu peso agora está normal, mas falta aquele rabo, aquelas pernas, aquela barriga que vemos por aí numa data de imagens e que nos deixa a salivar como se fossemos retardadas.
Então decidi que vou investir em mim e que no Verão já vou ter um rabo quase tão bom como este.

Vai ser terrível, que eu sou uma preguiçosa de primeira, mas conto aqui com este cantinho para me motivar.

O que interessa é não parar. E se nos levantarmos do sofá para uma caminhada que seja, já estamos um passo à frente dos que lá ficaram espojados. 

O caminho para aquele butt

Em Maio do ano passado, decidi que tinha de recuperar o controlo da minha vida. Despedi-me e prometi a mim mesma fazer o que fosse preciso para equilibrar corpo e mente. Dois meses depois atingi um objectivo que achei que levaria anos a alcançar: correr uma hora. No fim do Verão tinha perdido cinco quilos e estava rendida à alimentação saudável.


A realidade foi assim tão simples? Não! Houve feridas nos dedos dos pés por causa dos ténis (péssimos). Sentir músculos que não sabia que tinha. Pensar que ia morrer de sede depois dos primeiros três passos. E, pelo caminho, resistir, (muitas vezes sem grande sucesso), ao meu amor ao chocolate.

Agora o desafio é manter um estilo de vida saudável e... conseguir aquele butt!

Para ilustrar a coisa, posso dizer que, no ínicio, eu sentia-me mais ou menos como este senhor (e tenho esperança de um dia correr com o mesmo ar de no-pasa-nada da menina de rosa. ainda não aconteceu):