11/03/2013

sementes e cereais

Não gosto de fazer dieta. Não gosto da sensação de "craving". Por isso, de vez em quando, deixo-me seduzir pelo quadrado de chocolate ou as batatas fritas. Mas no resto dos dias todos, vou ganhando amor a novas comidinhas e snacks saudáveis - e com saudáveis quero dizer com poucas calorias e muito saborosos. Só assim vale a pena.

Descobri as sementes e os cereais e agora estou viciadona:
- linhaça dourada triturada: tem imensa fibra e já não consigo comer iogurte sem lhe juntar umas colherzinhas disto;
- aveia: estranha-se, mas depois entranha-se. Quando já não tenho paciência para cozinhar jantar, gosto de comer iogurte com aveia (tem fibras e proteínas e outras coisas que nunca me lembro) e uma fruta partida ou triturada, como banana ou maçã.
- lentilhas: pouco calóricas e com muito ferro é um óptimo acompanhamento, mas convém juntar muitas especiarias ou coisas que tais para ter algum sabor - só por si não sabem a nada!



tudo pelo booty. tudo pelos abs.




bootylicious cheio de power.

09/03/2013

abs. nike.




abs. nike. abs. nike.

Chuva, chuva, chuva

Foi uma semana muito em muito. Agenda muito cheia, muito trabalho, muita chuva. A juntar isto houve muita caminhada. Como mudámos de escritório, aproveito para vir a pé, ao fim do dia (mesmo com chuva), são 40 minutos para desligar das questões todas de trabalho e entrar em modo 'descanso'. 

Começar a ir a pé de manhã é coisa que nunca há-de acontecer - não sou nada morning person, só saio da cama quando o despertador já tocou cinquentas vezes e não posso adiar mais. Nem pensar em acordar mais cedo para ir a pé.




Hoje não choveu e é sábado por isso era mais que altura de pôr as desculpas de lado e calçar os ténis. Foram 45 minutos, 5 andares de escadas e uma sessão bootylicious. Pena foi não conseguir conciliar a agenda com as outras meninas, mas no próximo fim-de-semana temos de conseguir!


03/03/2013

O dia em que (quase) levei uma 'tareia'

Às vezes é difícil encontrar tempo para tudo. Esta foi uma semana dessas. Depois da corrida de terça-feira, não consegui voltar a calçar os ténis. Por isso, não podia passar de hoje.

O pior (ou melhor, ainda não decidi) foi a companhia. Decidiu armar-se em booty master mal pusémos um pé fora de casa. Nem me deu tempo para assimilar a diferença de temperatura. E depois corre que nem um cavalo. Resultado: tinha acabado de começar e já estava a morrer por todos os lados. E ele dizia-me "são só os primeiros doze minutos, depois o curso habitua-se" e eu ouvia isto e pensava "estás a ensinar a missa ao papa". Só me apetecia apertar-lhe o pescoço, mas nem isso conseguia fazer porque ele ia sempre a correr lá à frente.

Não bastasse isto, deu-me aquela coisa maravilhosa que deve ter um nome científico qualquer, mas que eu conheço por dor de burro. Quando partilho isto ouço um "isso passa. Continua a correr". "Isto passa?   Isto dói!", pensei eu. Mas continuei. Tentei confiar e acreditar que ia passar. A dor é sexy, a dor é sexy, a dor é sexy repeti mentalmente.

E fui correndo, ele sempre muito lá à frente, com uma passada muito mais larga que a minha. Até que ele dá meia volta e, no meio de outras coisas que o meu cérebro não conseguiu processar, ouço qualquer coisa como "eu acho que tu consegues dar mais, mas estás armada em mariquinhas". "Mariquinhas?!", pensei eu. Se tivesse forças que conseguisse canalizar para outro lado que não as minhas pernas, tinha-lhe apertado o pescoço. (e eu não sou a favor da violência). Isto fez crescer um Hulk dentro de mim.

A dor de burro passou, sofri com todas as outras dores - que espero que resulte em igual aumento de sexyness - possíveis, e fui ouvindo os "alarga a passada", "não baixes o ritmo", "ainda vamos dar mais umas voltas ao estádio" como um incentivo.

Foram 45 minutos (em alturas os mais longos da minha vida, noutras que pareciam passar a voar) para me desafiar, para me levar mais longe, para perceber que tenho ainda muito que treinar... Mas foram também 45 minutos muito desafiantes para a minha capacidade de motivação. Mesmo que ele tenha dito, em determinada altura, "nem estou a puxar muito", nunca ninguém me "puxou" tanto... e não foi fácil afastar a vontade de parar, sobretudo depois da marca da meia hora.

Por isso, ter conseguido cumprir (com um sprint no fim!) deixou-me com a sensação de alegria que se deve ter quando se completa uma maratona.

Se calhar foram as endorfinas a tolher a minha capacidade de julgamento, mas, depois de ter sugerido subir os cinco andares a pé (!), acabei a perguntar-lhe quando é que corríamos outra vez.



Isto pedia uma imagem que ilustrasse o "correr que nem um cavalo".