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08/08/2013

Gosta de si? Mexa-se! - Entrevista Lx Outdoor

Um grupo de amigos queria treinar, mas a ideia de perder tempo num ginásio não parecia solução. Falaram com Nuno Froufe e assim nasceu o Lx Outdoor que proporciona treino personalizado e, sempre, ao ar livre. Os treinos decorrem por toda a cidade de Lisboa (Parque das Nações, Belém, Parque Eduardo VII, Estrela) e também no Estoril e Cascais. O responsável revela que a TRaineD minDs teve um papel fundamental para decidir arrancar com o projecto Lx Outdoor que hoje faz a diferença na vida de várias pessoas, como a atriz Jessica Athayde.

Em que consiste o projecto Lx Outdoor?
Ajudar as pessoas a adoptar hábitos de vida saudáveis, ensinar a fazer as escolhas das refeições e ajudar a descobrir o caminho do sucesso nos seus treinos.

O Lx Outdoor surge para responder a que necessidades?
Mais que uma necessidade, surge para responder a uma vontade: das pessoas que não querem estar fechadas num ginásio depois de um dia no escritório.

Quais são as motivações de quem se inscreve no LxOutdoor?
A paisagem, o ar livre e a boa disposição durante e, principalmente, depois do treino. Estes são os factores que fazem com que as pessoas queiram treinar. Os resultados que surgem daí, fazem com que queiram continuar e motiva-as a fazer mais, mesmo sozinhas.

Quais as vantagens em treinar ao ar livre quando comparado a um treino, num espaço fechado, como um ginásio?
Não há espera por máquinas que estão ocupadas, não é preciso tirar senhas para as aulas, não é preciso perder tempo em deslocações - somos nós que vamos ter com as pessoas. E tem a vantagem de se desfrutar do que a nossa cidade tem: a luz, os cenários de praia, rio e jardim.

Que tipo de exercícios aconselha a quem queira treinar ao ar livre e não sabe por onde começar?
Se é sedentário, comece pelas caminhadas, progredindo para corridas pouco intensas, de intervalos curtos, com caminhada para recuperar. E, melhor ainda: entre em contacto connosco!

Quais são os truques para manter a motivação em fazer exercício físico de forma continuada?
Não existem truques. A motivação para o exercício é uma questão intrínseca. Quem quer, consegue. Quem não quer, inventa uma qualquer desculpa!

Também fazem planos alimentares. Há alguma regra básica que todas as pessoas devessem cumprir?
Comer várias vezes ao dia, "abusar" das verduras, comer mais proteína, cortar nos hidratos de carbono, beber água e não esquecer as frutas. Esquecer os docinhos e os salgadinhos.

Agora que estamos a um passo do Outono, a pergunta impõe-se: como fazem os treinos quando está mau tempo?
Como fazem os atletas de desportos outdoor? É na rua que se treina.

A Jessica Athayde é uma das pessoas que integra o plano de treino do Lx Outdoor. Treinar uma pessoa que tem exposição pública implica algum desafio extra?
O único desafio são os horários que estão dependentes dos horários das gravações. De resto, treina como qualquer pessoa e é uma atleta desafiante.

Conselhos para quem está a ler esta entrevista no sofá e ainda não se rendeu ao exercício físico?
Gosta de si? MEXA-SE! Vai começar a gostar muito mais.

O treino ao ar livre de Jessica Athayde no TRX

Se te queres juntar a este clube de "atletas" basta enviar um mail para viverlisboa@lxoutdoor.pt

25/06/2013

Entrevista a Carol: do remo à nutrição

Praticante de remo e crossfit, estudante de nutrição e blogger. Carol, 29 anos, é a voz e o corpo por trás do Fácil é Falar. Um blog criado há cinco anos, para encurtar a distância com os amigos e a família, que uma mudança de cidade impôs. Hoje reconhece que o blog é mais um espaço para "descarregar pensamentos" e que lhe deu espaço para conhecer gente nova. O pior mesmo foi uma stalker que por lá apareceu. O Booty Campo foi saber mais sobre a sua ligação com o exercício físico  e até trouxemos dicas para aqueles dias em que só apetece ficar no sofá.




Como é que surge o gosto pelo desporto na tua vida? Porque não te limitas a praticar, também és entusiasta de algumas modalidades, como o remo.
Sempre me lembro de praticar desporto, foi algo que os meus pais sempre fizeram questão. E a bem dizer, eu devia ser uma criança muito enérgica, assim chegava a casa mais cansada e menos implicativa... e isto ainda é verdade nos dias que correm!  Sou também um bocadinho mais entusiasta que o "normal" não só porque a modalidade que pratico proporciona experiências únicas mas também porque tenho um namorado que é atleta e consegue coisas maravilhosas.Vejo-o todos os dias a lutar para ser melhor, para chegar mais alto. E isso também é inspirador, a falta de divulgação que existe nos media peca. Eu faço a minha parte. E depois não é todos os dias que se convive com um atleta olímpico da modalidade que mais gostamos!

Agora temos mesmo de perguntar: quem é o teu namorado?
É atleta de remo, chama-se Nuno Mendes. Por norma, e tal como aconteceu nos dois últimos Jogos Olímpicos,  rema com o Pedro Fraga - que apareceu nas notícias no fim de semana por ter ganho ouro numa Taça do Mundo - este ano é que estão a remar separados, mas depois juntam-se de novo.

 A opção pelo curso de nutrição. Como se explica?
A nutrição chega mais tarde, depois de um primeiro curso [de gestão] que gostei muito de fazer mas, assim que comecei a trabalhar, percebi que não ia ser feliz, parei para pensar na vida, dei algumas voltas e assumi para mim que era saúde, algo que sabia já desde bem cedo, mas que sempre fugi porque não gostava de química no liceu... a vida é madrasta e comigo não falha uma! Foi assim que me aventurei num segundo curso, pondo muita coisa em standby, mas com o objectvivo de lutar por algo maior e melhor. 
Que modalidades preferes praticar? Porquê?
Adoro remar, é um vício que se entranhou em mim! Adoro o ar livre e o facto de ser na água. Hoje em dia adoro correr, coisa que cheguei mesmo a odiar. E estou a descobrir um novo desafio, o crossfit. Desafia-me de uma forma muito positiva. Ensina a ouvir o corpo, a quebrar barreiras, a querer ir mais além. Desenvolve força e resistência.  

Porquê? 
Porque a sensação de nos vencermos a nós mesmos também é óptima. Chegar cansada ao fim do treino é a melhor parte do dia.
 
O que fazes naqueles dias em que só apetece ficar no sofá? Como combates a preguiça?
Não sei se é a melhor táctica, mas dou-me cinco minutos para estar no sofá (contados!). Depois calço os ténis e saio de casa, obrigo-me, sei que, no fim, vou ficar irritada se não tiver ido. Há que dizer também que eu treino em equipa, sinto uma responsabilidade acrescida, se eu não for treinar, não sou só eu que fico prejudicada, a minha equipa também. Ou ligo a uma amiga de longa data que é uma inspiração para mim e digo-lhe o quanto não me apetece, ela ri-se e eu já sei o que fazer.
Tens algum segredo para manter a motivação em praticar exercício?
Grande parte do ano tenho regatas e portanto a motivação é ganhar, mas também combino trails e actividades de fim-de-semana e assim tenho que me manter em forma mesmo em férias para me desafiar, para acompanhar quem vai comigo, etc.  Outra razão, menos competitiva (e isto vai parecer conversa fiada) é gostarmos de nós e de nos divertirmos. O nosso corpo agradece cada corrida, cada passeio de bicicleta, cada aventura que lhe damos. Não há melhor para repor energias, sozinha ou acompanhada, combater pensamentos mais deprimentes que às vezes nos surgem (e aqui tem que ser a parte racional a falar mais alto) ou queimar aquele pacote de bolachas que não tinha como não ser comido. 

Para quem quer começar agora a trabalhar para "aquele booty" tens algum conselho?
Persistência, ele não vai aparecer numa semana, mas não há nada como começar a trabalhar para aparecer. Corrida e agachamento completo (full squat). E mais importante que praticar desporto é a alimentação, um sem o outro não vai funcionar!


por Sofia L. e Amelia

04/06/2013

Rotinas? Não, obrigada.

Abrimos o Booty Campo a uma história inspiradora que merece ser contada. Aqui fica o relato pela mão da própria:


Durante dois anos sempre corri de forma blasé e de acordo com as disposições quotidianas: tanto podia correr todas as semanas, durante vários quilómetros, como facilmente ficava mais de um mês sem calçar os ténis. Vivia bem com isso, sem grandes culpas ou questões existenciais.

Até que, há cerca de dois meses atrás, um conjunto de situações proporcionou uma grande mudança: apatia total em ter iniciativa para correr (aí sim já sentia aquela típica culpa em forma de grilinho irritante – sim Sofia L., como qualquer madeirense de gema pensei tive dúvidas na palavra ‘grilinho’), stress no trabalho, o confronto  realista da balança e a compra do iphone.

O meu corpo gritava “MEXE-TE”.

Tomei a decisão mais regrada dos últimos tempos e os termos eram simples:
- Correr quatro vezes por semana (dia sim, dia não);
- De manhã, antes de ir para o escritório (a ginástica mental de fazê-lo ao final da tarde estava a atrasar o processo mas a verdade é que a hora que mais gosto de correr é ao final da tarde e é isso que faço aos fins-de-semana);
- As corridas semanais teriam o mínimo de 5km e ao fim-de-semana faria uma 10k;
- Defini um conjunto de objectivos racionais em termos de perda de peso;
- Sempre acompanhada de boa música e pela fantástica app da Nike Run.

Pela primeira vez na minha vida adulta, estava a ser disciplinada no que toca ao exercício físico, isso fazia-me bem e as pessoas à minha volta rapidamente notaram.

Num mês e meio já tinha perdido 6kg e no sábado passado completei a minha segunda maior meta: 200km em 2 meses.


Agora corro não porque quero perder peso mas porque quero fazer uma maratona, preferencialmente fora de Portugal. Poder juntar uma viagem com uma grande corrida? Plano perfeito! Sei que para chegar a esse objectivo ainda vou demorar muito tempo mas a cada mês que passa os meus mínimos de corrida aumentam e agora faço 9 a 10km em cada uma. Há dias em que correr é puro sacrifício, outros é a melhor parte do meu dia. Tal como eu, cheio de humores.

Qual a minha próxima corrida? A de São Silvestre, no Funchal, contra o meu maior adversário, o meu pai. Estão todas convidadas a assistir. Até lá, boas corridas, bons ginásios e bons bootys, sempre bons bootys!


Bárbara F.S.