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13/10/2013

O dia em que perguntaram pela minha bunda (sim, assim mesmo: bunda)

Já ganhei o título de post mais longo deste blog. Mas sabem o que ganhei também? A companhia da Amelia no ginásio!

Levantámos (sim, posso dizer no plural porque sei que foi uma dor partilhada), a custo, o rabo preguiçoso da cama e fomos "malhar". É tão mais fácil encontrar motivação para ir ao ginásio (e aguentar o sofrimento de uma máquina a seguir à outra) quando temos com quem partilhar o cansaço, dicas de treino e, sobretudo, conversas e cusquices.

E, (Amelia vais perdoar-me, mas tenho mesmo de dizer), é incrível ver a motivação da Amelia. Está no ginásio como quem está em casa, tem um plano bem traçado sobre o que quer fazer e, ainda bem, porque eu só tenho uma coisa a dizer: meninas, já só faltam oito meses para o verão 2014! #countdown Não me odeiem, mas a melhor estação do ano foi mesmo a que acabou de acabar. Eu sou daquelas pessoas que passa o ano inteiro à espera do primeiro mergulho no mar.

E agora: a bunda. Estou eu e a Amelia descontraidamente a fazer os alongamentos finais e passa a senhora instrutora de Bunda. "Então e a bunda?", pergunta-me. E eu pensei logo: a minha? está bem! Mas, dei-me mais cinco segundos de reflexão, e respondi "Nunca mais consegui ter tempo para ir à aula, mas tenho saudades!". A senhora instrutora pareceu satisfeita com a resposta e seguiu caminho. Sempre estava a perguntar pela minha presença nas aulas e não pelo meu booty em particular.




03/09/2013

Oh Barbie, isto não é uma aula de ballet!

Lembram-se da senhora instrutora nazi? Esta aqui? Eu jurei que nunca mais entraria numa aula onde ela estivesse presente. Até hoje.

A aventura que nos leva a este momento é longa, mas digamos apenas que estava cá uma amiga minha que adora fazer exercício e nunca tinha visto um TRX na vida. Por coincidência, o dia em que tínhamos disponibilidade para ir ao ginásio era o que tinha uma aula nova de TRX: 50 minutos.

Eu não consigo descrever o pânico e a surpresa quando percebo que a senhora instrutora era aquela nazi. A mesma que tinha passado uma aula inteira (de meia hora, vá lá) a tratar-me por princesa.

A aula começa e eu já me sinto acabada. E a coisa foi sempre a descer, a partir daí. Só para terem uma ideia, durante os exercícios, eu ficava ansiosamente à espera do momento em que a senhora dissesse "e agora agachamentos!". Quando o descanso é fazer agachamentos... dá para ter uma ideia do nível de sofrimento. E, claro, o meu sofrimento não podia passar em claro, por isso passei de princesa a barbie com mimos destes:

"Oh Barbie, isto não é uma aula de ballet!".

Noutro contexto era capaz de pedir esclarecimentos adicionais sobre a relação da Barbie com o ballet, mas neste caso achei melhor não questionar.

Mas sabem o que é extraordinário? Apesar de renegar qualquer forma de masoquismo na minha vida, acho que começo a render-me a esta senhora instrutora nazi. Ela puxa mesmo por nós, faz-nos correr aquela "extra mile" e afinal não é por isso que fazemos exercício físico? Para nos superarmos? Por isso, está decidido: serei uma barbie ao seu serviço!


02/08/2013

Fomos treinar com o Nelson Évora

Aconselha-se o uso de um babete na leitura deste post.

Não sei por onde começar. Se pelo porte atlético e os abs perfeitamente definidos. Se pelo equipamento rigorosamente a condizer, mas com ar de quem tirou qualquer-coisa-do-armário. Se pelo sorriso acompanhado pela pergunta constante "está tudo bem?". Se pelo ritmo R&B a "dançar" enquanto explicava os alongamentos. Nunca uma aula gerou tanto suspiro. (E nunca vi uma aula tão a abarrotar de meninas). Sabem aquele mantra de 'a dor é sexy'? Com ele ganha todo outro significado.

Agora que já falei do protagonista da história, o instrutor, comecemos pelo princípio: hoje decidi ir treinar com a LaLu ao ginásio dela e a B. acompanhou-nos, claro! Chegámos uns três minutos atrasadas à aula - o suficiente para já só haver lugar na primeira fila.

E aqui começa a parte em que eu sou ridícula. Imaginem que, na primeira fila, está uma pessoa que é ultra descoordenada, que o instrutor-bons-nas-horas já é distracção suficiente, e acrescentem a isto um "agora com a perna esquerda" e NÃO HÁ NINGUÉM À MINHA FRENTE para eu olhar e poder perceber qual é de facto a esquerda. Entre perceber o exercício, escolher o que ia ser a minha perna esquerda daquela vez e fazer a coisa... Imaginam? As pessoas atrás de mim - se conseguiram tirar os olhos do instrutor - devem ter tido uma aula divertida.

E a segunda parte com graça: fazer uma aula com a LaLu. Estávamos em pontas opostas e, no princípio confesso que só me preocupei em tentar acompanhar a coisa, mas a meio começam as... pranchas. Olho para o lado e só vejo a LaLu, de quatro, a olhar para o instrutor-que-valhe-me-deus com ar de o-que-é-que-se-passa-aqui? E foi como se estivéssemos no liceu outra vez. Desatei a rir-me, a força abdominal foi para o Burkina Faso e sabotei completamente toda aquela parte da aula.

Eu e a B. saímos de lá a dizer que já tínhamos programa para a próxima sexta, tudo só e apenas pela companhia da LaLu, claro.

Ok. Não era o Nelson Évora, mas era parecido.