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01/10/2013

Amelia vai ao ginásio

balanço:


vá não foi assim tão mau. por enquanto ainda não estou muito dorida, mas daqui a 2h logo falamos melhor. 

mas comecemos pelo princípio.  há muito tempo que queria ira para o ginásio, mas estive sempre a adiar, ora porque não tinha dinheiro, ora porque fui operada, etc., etc. Mas setembro chegou e com ele os meus anos e eu tive a brilhante ideia de pedir à autoridade parental como presente o ginásio. Hoje foi o primeiro dia.
Confesso que fui para lá bastante apreensiva. Não sou grande fã do ambiente de ginásio. Miúdas super giras e magras e musculadas a fazerem aquilo como se fosse uma brincadeira de crianças, com aquelas roupas desportivas todas xpto, barriga de fora, bla bla bla. E eu com as leggings rotas e a tshirt larga e velha com uma mensagem idiota, a suar que nem um porco, com a cara toda às manchas. Não é muito agradável. 
Cheguei lá, a senhora da recepção amorosa que nem flores, fez-me um tour pelo espaço e por fim lá me equipei e entrei na sala de treino. primeiro pensamento: 
Eia! Gente normal! 
A primeira coisa que fiz foi ir ter com o rapaz de tshirt azul que lá estava, para pedir ajuda. Afinal não percebo nada daqueles objectos de tortura. segundo pensamento:
Esta gente é toda muita simpática!
Estava eu, Amelia, posta em caminhada na passadeira, quando um tipo com a tshirt do ginásio se aproxima, estende a mão  e diz:
- Olá sou o Diogo. É o meu primeiro dia aqui, mas se precisares de alguma coisa é só dizer. Estou aqui para ajudar!
Amelia pensa: oláaa! temos aqui uma bela motivação! mas diz:
- Olá! Sou a Amelia, também é o meu primeiro dia!

Pronto, foi amor desportivo à primeira vista. O Diogo ensinou-me a mexer nas máquinas, deu-me sugestões, deu-me exercícios para fazer. Uma simpatia. Amanhã vou lá outra vez (se me conseguir mexer). Claro que em tentou impingir a avaliação, mas eu disse-lhe logo: pois, sabe, não é que eu não queira, mas paga-se... e ele: pois é, eu percebo...

Foi tudo rosas e nuvenzinhas até chegar ao balneário e tentar desligar o ipod. e nada. esta porcaria. bloqueada ou não, diz que está bloqueado e não o consigo desligar -.- estou a escrever isto e a ouvir lá ao fundo os Kasabian.

03/09/2013

Oh Barbie, isto não é uma aula de ballet!

Lembram-se da senhora instrutora nazi? Esta aqui? Eu jurei que nunca mais entraria numa aula onde ela estivesse presente. Até hoje.

A aventura que nos leva a este momento é longa, mas digamos apenas que estava cá uma amiga minha que adora fazer exercício e nunca tinha visto um TRX na vida. Por coincidência, o dia em que tínhamos disponibilidade para ir ao ginásio era o que tinha uma aula nova de TRX: 50 minutos.

Eu não consigo descrever o pânico e a surpresa quando percebo que a senhora instrutora era aquela nazi. A mesma que tinha passado uma aula inteira (de meia hora, vá lá) a tratar-me por princesa.

A aula começa e eu já me sinto acabada. E a coisa foi sempre a descer, a partir daí. Só para terem uma ideia, durante os exercícios, eu ficava ansiosamente à espera do momento em que a senhora dissesse "e agora agachamentos!". Quando o descanso é fazer agachamentos... dá para ter uma ideia do nível de sofrimento. E, claro, o meu sofrimento não podia passar em claro, por isso passei de princesa a barbie com mimos destes:

"Oh Barbie, isto não é uma aula de ballet!".

Noutro contexto era capaz de pedir esclarecimentos adicionais sobre a relação da Barbie com o ballet, mas neste caso achei melhor não questionar.

Mas sabem o que é extraordinário? Apesar de renegar qualquer forma de masoquismo na minha vida, acho que começo a render-me a esta senhora instrutora nazi. Ela puxa mesmo por nós, faz-nos correr aquela "extra mile" e afinal não é por isso que fazemos exercício físico? Para nos superarmos? Por isso, está decidido: serei uma barbie ao seu serviço!


19/08/2013

O Regresso de Bike

Já há muito tempo que não me dedicava a um post, mas tenho acompanhado regularmente (todos os dias) o nosso querido e estimado booty campo. Hoje é um dia particularmente importante em que preciso aliviar a pressão (que imagem tão porno!) e o stress de ter tido uns autênticos dias de cão.

Pois bem, depois de umas curtas e merecidas férias, percebi que os 4 kg que já tinha perdido desde o início do ginásio tinham sido alterados para apenas 2kg, é o que dá as bolas de berlim, os petiscos e a ausência total de horários para comer.

Ultrapassada a frustração de ter ganho 2kg fiz-me à vida e voltei ao ginásio, mas não com a regularidade que devia por uma série de razões que vendo bem não mereciam a minha consideração nem justificavam abdicar do ginásio, ou seja, foi o trabalho que me fez "faltar" algumas vezes ao ginásio. E hoje segunda-feira foi a gota de água, porque depois de um fim-de-semana que poderia ter sido perfeito, praia, mimos de mãe e afins, o meu fim-de-semana acabou numa guerra de silêncio com o meu marido e a segunda-feira começou com o meu chefe a dizer-me que espera mais de mim (eu trabalho 10 horas por dia no mínimo e faça 50 coisas por dia e oiço estas merdas?! - foi o que a minha cabeça pensou)!

RESULTADO: AULA DE BIKE!!!!!!

Fui ao ginásio, deixei tudo e fui!!! Se precisassem de mim chamassem outro/a que eu fui pedalar. Cheguei ao ginásio pronta para subir a carga da bike e pedalei com todas as forças!

A aula acabou e eu pensei "era isto que andavas a perder sempre que te baldaste" por isso acabou-se o baldanço, o meu corpo agradece e a cabeça também.. todas as coisas que se libertam durante uma ida ao ginásio são priceless e não vou abdicar mais disso, que se lixe se não tenho companhia, que se lixe o trabalho se não há nada urgente para fazer! O meu corpo e a minha cabeça agradecem.

Para rematar, a raiva era tal que o Filipe (instrutor de bike) me disse "reparei nos sprints, muito bons mesmo, estamos no bom caminho". E a minha cabeça repetiu novamente "viste o que andaste a perder?"

Lema de segunda-feira dia 19 de Agosto: quando acharem que estão a rebentar corram ou pedalem!!! Limpa o corpo e a mente :)

14/08/2013

Da raiva, do ódio, da irritação

Às vezes, não há motivação positiva que nos faça mexer. Que venha a raiva, o ódio, a irritação e que se transformem em força e vontade para cansar o corpo e distrair a mente.

Com isto dito, deixei-me de lamúrias, concentrei-me no que importa verdadeiramente: se já chegaste aqui, podes chegar mais longe, o importante é não parar.

Saber que a Amelia se vai juntar às aventuras (yay!) também ajudou a pegar na mochila do ginásio outra vez.

Fui ter com a LaLu para uma mais uma aula e depois fiz 10 km de bicicleta (desta vez deixei a dos gordos sogadita e escolhi uma... normal).




13/08/2013

A culpa é da Sofia L.!

Ao que parece, aqui a Amelia, depois da sua operação (algures no fim do mês) e da recuperação, vai para o ginásio também.

Já diz o povo... água mole em pedra [cabeça] dura...

Mereço uma medalha

Se ontem fiz uma viagem ao passado e dei conta da minha evolução, hoje pus-me à prova e percebi que ainda posso fazer melhor. Muito melhor.

Depois de uma hora no ginásio, recebi um convite inesperado para ir correr pelo paredão de S. João a Cascais. Foram 6km a um passo muito mais rápido que o habitual. Apeteceu-me desistir cinquenta mil vezes, mas consegui ficar-me por abrandar o passo. E valeu a pena. Segundo a app Nike Running bati um recorde: a minha milha mais rápida de sempre!

Depois ainda ouve tempo para um sessão de treino dos abdominais. Foi de morrer. Aguentar duas pranchas durante um minuto? Alguém me traz uma taça? Uma medalha? Uma massagem nos pés? Qualquer coisa.  Eu mereço.

Uma longa sessão de alongamentos e dei o dia de exercício - loooongo - por terminado.

Amanhã arrasto-me para uma aula de pilates e dou-me por satisfeita. A dor, hoje, já foi suficientemente sexy.

O cenário da corrida.


11/08/2013

Bootylicious como nos bons velhos tempos

Dois dias sem ir ao ginásio e com muito calor para calçar os ténis e ir correr... que fazer? Estava eu armada em couch potato, quando decidi partilhar o sentimento de culpa com a Bárbara. "Faz aqueles vídeos, em casa, como fazias dantes", sugeriu-me. E assim fiz.

Conclusões retiradas do exercício:
- a Jillian continua a matar-me;
- à falta dos pesos (já que não estou em minha casa) um pacote de sumo de 1L serve na perfeição como substituto;
- as pranchas de lado matam-me mais ainda do que a Jillian (vamos ter de encetar uma batalha muito particular neste campo, está visto);
- é incrível como exercícios que antes eram o topo da dificuldade, hoje são um passeio no parque;
- é mais difícil manter a motivação em fazer tudo ao até ao fim, sem um instrutor a dizer-nos para continuar e uma sala inteira de pessoas a sofrer connosco.
- a dor continua a ser incrivelmente sexy (falarei mais detalhadamente sobre isto em posts para vir).

Só uma nota para quem faz agachamentos em casa: quando descem, o joelho não pode passar a ponta do pé, portanto: rabo para trás e costas direitas!

E sabem o que serviu como motivação derradeira? A Beyonce com isto.

Não cederei ao poder do sofá. Mandamento de Booty Campo.

07/08/2013

Coreo... quê?

Não aconteceu. Ainda não acredito que isto aconteceu. A B. disse-me para experimentarmos uma aula nova e eu fui sem pensar muito na coisa. Devia ter pensado melhor.

O primeiro sinal de alarme deu-se assim que pus um pé na sala: não havia tapetes no chão, nem pesos, nem um degrau de step para amostra! Nada! Só as pessoas. Senti logo que devia haver qualquer coisa de errado.

Depois foi a senhora instrutora que falava como a Floribela: que estava muito feliz, que gostava muito de ver uma sala cheia, que a música ia ser muito bonita e que a coreografia... Wait. What? Eu ouvi bem? Coreografia?!


Tive vontade de fugir. Eu numa aula com coreografia? A sério? Eu que tive MESES a treinar para uma valsa interminável de 8 minutos e, mesmo depois de MESES de ensaio, consegui trocar-me toda no Baile de Finalistas. Eu não faço coreografias.

Mas ontem, durante 30 minutos, fiz. Ou tentei. Devo dizer que é lindo ver uma aula inteira toda coordenada a fazer os mesmos movimentos. E é hilariante tentar coordenar-me com eles. Tão hilariante que a B. teve um ataque de riso sonoro e incontrolável - que até levou a instrutora a perguntar-lhe se estava tudo bem. No que depender de mim, não volta a acontecer tão cedo.

04/08/2013

Se calhar tenho um problema

Hoje, sábado, estava no ginásio às 10h30 da manhã. Alguém quer tentar explicar o que se passa comigo? É sábado, ao sábado de manhã dorme-se. Eu não apenas não estava a dormir como fiz DUAS aulas. Bunda e TRX.

Começo a perguntar-me se tenho problemas. É que... agora sinto-me uma mistura destas coisas:








É assim, não é?

Era só isto. Obrigada.

03/08/2013

Body Pump. Body Dead.

Duas instrutoras, três pesos, uma barra e um degrau de step. Foi desta parafernália que precisei para fazer a minha primeira aula de BodyPump.

Fui até lá só para obrigar o meu corpo a uma experiência nova, saí de lá a sentir que os meus braços tinham sido desatarrachados do meu corpo com extrema violência, mas a querer voltar. Masoquismo? Não. A dor é sexy.

Imediatamente a seguir à aula e, no dia seguinte, senti logo o peso dos pesos nos meus braços. O primeiro sinal foi no banho pós-treino. Lavar o cabelo foi todo um esforço. Assim como qualquer tarefa que implicasse levantar as mãos a uma altura acima dos cotovelos.

E tenho de tirar o chapéu a uma das instrutoras que, com 49 anos, parece muito mais nova, com um corpo incrível e super feminino ainda assim. A senhora tornou-se, para mim, exemplo a seguir.



02/08/2013

Fomos treinar com o Nelson Évora

Aconselha-se o uso de um babete na leitura deste post.

Não sei por onde começar. Se pelo porte atlético e os abs perfeitamente definidos. Se pelo equipamento rigorosamente a condizer, mas com ar de quem tirou qualquer-coisa-do-armário. Se pelo sorriso acompanhado pela pergunta constante "está tudo bem?". Se pelo ritmo R&B a "dançar" enquanto explicava os alongamentos. Nunca uma aula gerou tanto suspiro. (E nunca vi uma aula tão a abarrotar de meninas). Sabem aquele mantra de 'a dor é sexy'? Com ele ganha todo outro significado.

Agora que já falei do protagonista da história, o instrutor, comecemos pelo princípio: hoje decidi ir treinar com a LaLu ao ginásio dela e a B. acompanhou-nos, claro! Chegámos uns três minutos atrasadas à aula - o suficiente para já só haver lugar na primeira fila.

E aqui começa a parte em que eu sou ridícula. Imaginem que, na primeira fila, está uma pessoa que é ultra descoordenada, que o instrutor-bons-nas-horas já é distracção suficiente, e acrescentem a isto um "agora com a perna esquerda" e NÃO HÁ NINGUÉM À MINHA FRENTE para eu olhar e poder perceber qual é de facto a esquerda. Entre perceber o exercício, escolher o que ia ser a minha perna esquerda daquela vez e fazer a coisa... Imaginam? As pessoas atrás de mim - se conseguiram tirar os olhos do instrutor - devem ter tido uma aula divertida.

E a segunda parte com graça: fazer uma aula com a LaLu. Estávamos em pontas opostas e, no princípio confesso que só me preocupei em tentar acompanhar a coisa, mas a meio começam as... pranchas. Olho para o lado e só vejo a LaLu, de quatro, a olhar para o instrutor-que-valhe-me-deus com ar de o-que-é-que-se-passa-aqui? E foi como se estivéssemos no liceu outra vez. Desatei a rir-me, a força abdominal foi para o Burkina Faso e sabotei completamente toda aquela parte da aula.

Eu e a B. saímos de lá a dizer que já tínhamos programa para a próxima sexta, tudo só e apenas pela companhia da LaLu, claro.

Ok. Não era o Nelson Évora, mas era parecido.

07/07/2013

Aula de Blast Bunda!

O momento mais esperado da semana chegou: uma aula inteira dedicada a quem quer ficar absolutamente Bootylicious. No "menu", quem é como quem diz: no horário das aulas da ginásio, estava lá escrito "Blast Bunda" - mais óbvio não podia ser - e eu tinha de experimentar. A aula acabou se tornar bastante mais desafiante do que eu esperava.

O primeiro desafio foi a B. Tem um espírito aventureiro, mas estava muito mais numa de ir experimentar a aula de Stretch. Mas, aqui entre nós, acho que ficou convencida assim que entrou na sala: só meninas e, na fila da frente, só meninas que já devem fazer aulas de Blast Bunda há muuuuito tempo. Pelo menos, os resultados estavam à vista.

O desafio seguinte: a coreografia disfarçada de aquecimento - ou o aquecimento disfarçado de coreografia. Já vos falei na minha descoordenação? Que é total e absoluta? Estava eu a apanhar o primeiro movimento, já a instrutora estava a passar para o seguinte. O meu bom humor começou a melhorar nesse momento, a rir-me com as minhas figuras.

Seguiram-se trinta minutos de exercícios bootylicious em catadupa que me deixaram completamente a morrer. "Não desistam agora!", dizia a instrutora cada vez que alguém começava a fraquejar. (tipo eu. várias vezes).

Saí de lá feliz, morta de cansaço, e divertidíssima com a expressão da B. tipo "nunca mais me apanhas aqui". Várias horas depois - depois de uma noite de meninas - a B. reconheceu: "Acho que já estou a notar diferenças! Se calhar aquilo até é giro". Missão cumprida!

Exemplo de um exercício Bootylicious para fazer em casa.
Para quem não tem ginásio e faz exercício em casa pode sempre seguir estes vídeos.