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14/04/2014

alimentos de substituição

o que comer quando temos desejos de coisas menos saudáveis:


não sei se funciona, mas estou disposta a experimentar!

11/04/2014

o problema das dietas loucas


mais vale uma perda de peso lenta, constante e saudável do que uma coisa desequilibrada que vai acabar como na imagem acima. O ideal numa dieta é que, acima de tudo, nos faça mudar os hábitos alimentares. Mesmo que devagar. Se adquirirmos bons hábitos alimentares, a perda de peso saudável é uma consequência inevitável.


10/04/2014

Um dia de cada vez


 não sei se há mais leitores do booty campo no mesmo barco que eu, mas se houver, 'bora vencer isto!

Só truques - chocolate para evitar mais chocolate

Há uns meses, numa das minhas consultas, a psiquiatra deu-me uma bela dica. E funciona mesmo.

Se és daquelas que, como eu, chegas à noite, depois de jantar, estás a ver um filme, a novela, uma série e de repente de apetece comer chocolate e lá vai a tablete inteira do milka, então vê só o que vários nutricionistas recomendam e que muito boa gente faz.

Parece que se se durante o dia, de 3 em 3 horas, formos comendo um ou dois quadradinhos de chocolate preto (no mínimo dos mínimos com 60% de cacau), diminuímos em grande os nossos desejos de açúcares e chocolates. Principalmente à noite, que é quando menos os devemos comer.

Eu amo chocolate. Eu odeio de morte chocolate preto. Faço caretas e arrepios quando como. Mas resolvi encarar a coisa como se fosse um remédio. Comprei um que tinha 70% de cacau e lá ía comendo um quadrado de vez em quando. E não é que a coisa funcionou? Não só me tirava a fome (em parte porque eu ficava meia enjoada com aquilo), como me dava muito menos vontade de comer porcarias.

Conclusão: chocolate de leite, do bom, não como há uma data de tempo. Tenho uma tablete de chocolate preto que me dura e dura e dura e me tira a vontade das porcarias de chocolate. Estranhamente, eu como chocolate, para depois não o comer xD

(aparentemente, meio mundo no hospital da minha psiquiatra faz isto e com resultados óptimos)



08/04/2014

dietas e jejum. um post não muito bootylicious, mas didáctico.

Se o jejum funciona como método de perda de peso, não sei. não sou especialista no assunto. Mas os apologistas dessas dietas defendem-nas dizendo que é regressar aos hábitos alimentares pré-históricos, dos caçadores-recolectores, quando o homem passa fome e tinha períodos de jejum porque não conseguia encontrar alimento. E disso, meus amigos, percebo eu, que sou arqueóloga.

E é uma grande mentira. O homem só começou realmente a sofrer alguns períodos de fome quando se tornou sedentário e adoptou a agricultura e a domesticação de gado como principal meio de subsistência. Vamos lá desmistificar.
Os caçadores-recolectores do paleolítico e do mesolítico eram, grosso modo,  nómadas.  O que significa que não ficavam muito tempo no mesmo sítio. O que os nossos antepassados faziam era muito simples: seguiam as movimentações das manadas. E ao fazer isso, aproveitavam também os outros recursos dos locais onde passavam; ou seja, recolhiam frutos e sementes e fauna mais comum e abrangente como coelhos e veados. Mais tarde, começaram a aproveitar de forma exímia os recursos estuarinos: peixe, moluscos, bivalves. começaram a recolher e a transformar cereais selvagens. Estes homens não só tinham uma dieta equilibradíssima (sem açúcares refinados ahah), como era raro passarem fome. Até porque eles exploravam o meio ambiente da melhor forma possível: nunca deixavam os recursos acabar, sabiam o quanto deviam consumir numa zona antes de partir, de forma a permitir o desenvolvimento normal dessa fauna e flora. Assim, anos mais tarde quando voltassem, tinham alimento garantido.
Não me entendam mal. Claro que havia períodos de escassez. Afinal o Inverno é caracterizado por isso. Mas eles tiveram milhões de anos para aperfeiçoar as dinâmicas de exploração dos territórios. E lembrem-se dos chimpazés, com capacidades intelectuais menos desenvolvidas do que as nossas: eles vivem em grupos, tal como nós humanos são os únicos (ou dos poucos) animais que têm relações sexuais por prazer e que se masturbam. Eles recolhem frutos e sementes, caçam pequenos mamíferos e aves e ainda arranjaram uma forma de comer quantas térmitas quiserem, ao descobrirem que basta enfiar um pau lá dentro e elas vêm agarradas. Não passam fome. São chimpazés e aprenderam a tirar partido do meio e dos recursos. Nós fomos iguais.

Na verdade, quando nos sedentarizámos e adoptámos a agricultura é que começámos a ficar extremamente vulneráveis em termos alimentares. Começámos a depender das colheitas. Do tempo. Do armazenamento dos alimentos. Começámos também a sofrer com os raids de outros grupos que queriam roubar os stocks alimentares uns dos outros.

Se as dietas que implicam jejum funcionam, não sei. Custa-me a acreditar. Acho que nenhuma dieta que implique passar fome, starvation, é a solução. Tu não deves comer para emagrecer, deves comer para viver da melhor forma possível. E mais. Como pessoa que sofre de um distúrbio alimentar, diz-me a experiência que é depois desses jejuns que vêm as asneiras todas, que vêm os abusos e o comer desenfreadamente o que apareça à frente, como forma de compensação. E a seguir vem a culpa. E entramos num círculo vicioso.

Já me alonguei muito, mas achei essencial desmistificar este assunto. Se quiserem fazer jejuns façam, mas não por este motivo.


01/10/2013

Suspiros de meia-noite

Eu hoje fui aquela pessoa especial que não tem tempo para nada, gasta as calorias todas do dia a correr de um lado para o outro, mas, ainda assim, encontra tempo para ir ao ginásio.

Foi apenas meia hora do meu dia e dedicada ao stretch. Precisava urgentemente de uma pausa onde só tivesse de pensar em esticar todas as partes do meu corpo (e fazer umas pranchas pelo caminho).

Soube maravilhosamente bem até que chego ao jantar (de celebração de aniversário) e há sobremesa de morangos e suspiros. Deixei a heroína na mochila e fui lambuzar-me. Perdoe-me, nossa senhora dos que se que portam sempre bem que eu... tentarei pecar menos.