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11/04/2014

o problema das dietas loucas


mais vale uma perda de peso lenta, constante e saudável do que uma coisa desequilibrada que vai acabar como na imagem acima. O ideal numa dieta é que, acima de tudo, nos faça mudar os hábitos alimentares. Mesmo que devagar. Se adquirirmos bons hábitos alimentares, a perda de peso saudável é uma consequência inevitável.


08/04/2014

dietas e jejum. um post não muito bootylicious, mas didáctico.

Se o jejum funciona como método de perda de peso, não sei. não sou especialista no assunto. Mas os apologistas dessas dietas defendem-nas dizendo que é regressar aos hábitos alimentares pré-históricos, dos caçadores-recolectores, quando o homem passa fome e tinha períodos de jejum porque não conseguia encontrar alimento. E disso, meus amigos, percebo eu, que sou arqueóloga.

E é uma grande mentira. O homem só começou realmente a sofrer alguns períodos de fome quando se tornou sedentário e adoptou a agricultura e a domesticação de gado como principal meio de subsistência. Vamos lá desmistificar.
Os caçadores-recolectores do paleolítico e do mesolítico eram, grosso modo,  nómadas.  O que significa que não ficavam muito tempo no mesmo sítio. O que os nossos antepassados faziam era muito simples: seguiam as movimentações das manadas. E ao fazer isso, aproveitavam também os outros recursos dos locais onde passavam; ou seja, recolhiam frutos e sementes e fauna mais comum e abrangente como coelhos e veados. Mais tarde, começaram a aproveitar de forma exímia os recursos estuarinos: peixe, moluscos, bivalves. começaram a recolher e a transformar cereais selvagens. Estes homens não só tinham uma dieta equilibradíssima (sem açúcares refinados ahah), como era raro passarem fome. Até porque eles exploravam o meio ambiente da melhor forma possível: nunca deixavam os recursos acabar, sabiam o quanto deviam consumir numa zona antes de partir, de forma a permitir o desenvolvimento normal dessa fauna e flora. Assim, anos mais tarde quando voltassem, tinham alimento garantido.
Não me entendam mal. Claro que havia períodos de escassez. Afinal o Inverno é caracterizado por isso. Mas eles tiveram milhões de anos para aperfeiçoar as dinâmicas de exploração dos territórios. E lembrem-se dos chimpazés, com capacidades intelectuais menos desenvolvidas do que as nossas: eles vivem em grupos, tal como nós humanos são os únicos (ou dos poucos) animais que têm relações sexuais por prazer e que se masturbam. Eles recolhem frutos e sementes, caçam pequenos mamíferos e aves e ainda arranjaram uma forma de comer quantas térmitas quiserem, ao descobrirem que basta enfiar um pau lá dentro e elas vêm agarradas. Não passam fome. São chimpazés e aprenderam a tirar partido do meio e dos recursos. Nós fomos iguais.

Na verdade, quando nos sedentarizámos e adoptámos a agricultura é que começámos a ficar extremamente vulneráveis em termos alimentares. Começámos a depender das colheitas. Do tempo. Do armazenamento dos alimentos. Começámos também a sofrer com os raids de outros grupos que queriam roubar os stocks alimentares uns dos outros.

Se as dietas que implicam jejum funcionam, não sei. Custa-me a acreditar. Acho que nenhuma dieta que implique passar fome, starvation, é a solução. Tu não deves comer para emagrecer, deves comer para viver da melhor forma possível. E mais. Como pessoa que sofre de um distúrbio alimentar, diz-me a experiência que é depois desses jejuns que vêm as asneiras todas, que vêm os abusos e o comer desenfreadamente o que apareça à frente, como forma de compensação. E a seguir vem a culpa. E entramos num círculo vicioso.

Já me alonguei muito, mas achei essencial desmistificar este assunto. Se quiserem fazer jejuns façam, mas não por este motivo.


04/04/2014

Tudo o que importa saber sobre dietas

A dieta das cores, a dieta dos 31 dias, movimentos como o crudivorismo (= só comer alimentos crus). E depois coisas que nos fazem recuar ao tempo das cavernas como a dieta do paleolítico (muito semelhante à dos 31 dias porque pede muita proteína) ou a do jejum dois dias por semana (com base no tempo em que o homem passava por períodos de fome entre caçadas). Entre tanta dieta, como escolher aquela que melhor se adapta a nós? Agora que o verão está quase aí, uma pessoa precisa de saber esta resposta.

Venho fazer a revelação mais bombástica sobre dietas. Digo eu que já experimentei milhões. A melhor dieta que se pode fazer é apostar na reeducação alimentar. E fazer escolhas saudáveis todos os dias, refeição a refeição.

Segundo os especialistas ouvidos pela Notícias Magazine, neste artigo:
- o emagrecimento deve ser um processo gradual;
- meta realizável: perder cinco a dez por cento do peso inicial;
- não é sensato achar que vai perder mais de um kilo por semana.
- deve juntar-se à boa alimentação, exercício físico. O ideal é sessões de 30 ou 60 minutos algumas vezes por semana.

Comigo o que tem funcionado melhor e resistido ao tempo são estes mandamentos que criei para mim (e que podem não ser aconselháveis para toda a gente, claro). E podem ser complementados com estes cinco passos que são aparentemente super simples, mas fazem toda a diferença.

Se querem saber mais sobre os prós e os contras das dietas da moda, podem ler este artigo.

Se tiverem dicas, ideias, sugestões para uma alimentação mais saudável, please let me know!

22/02/2014

Dietas loucas?

Dietas loucas? Please don´t. O G1 da Globo diz que uma senhora andou oito meses a beber líquidos e acabou com uma paralisia nas pernas. Tudo porque queria perder 10 kg. Pergunto-me como é que aguentou tanto tempo..  E onde é que achou que era boa ideia.

A história está aqui. Mas esta frase resume a coisa: “No café da manhã, comia um pão light com leite. No almoço e na janta, tomava shake e chá. Não sentia fome por causa dos remédios que inibiam o apetite. Vi que estava dando resultado e continuei durante oito meses. Minha mãe e minhas amigas diziam que eu era louca, mas não ligava. Fiz tudo sem orientação médica.”