10/04/2014

Só truques - chocolate para evitar mais chocolate

Há uns meses, numa das minhas consultas, a psiquiatra deu-me uma bela dica. E funciona mesmo.

Se és daquelas que, como eu, chegas à noite, depois de jantar, estás a ver um filme, a novela, uma série e de repente de apetece comer chocolate e lá vai a tablete inteira do milka, então vê só o que vários nutricionistas recomendam e que muito boa gente faz.

Parece que se se durante o dia, de 3 em 3 horas, formos comendo um ou dois quadradinhos de chocolate preto (no mínimo dos mínimos com 60% de cacau), diminuímos em grande os nossos desejos de açúcares e chocolates. Principalmente à noite, que é quando menos os devemos comer.

Eu amo chocolate. Eu odeio de morte chocolate preto. Faço caretas e arrepios quando como. Mas resolvi encarar a coisa como se fosse um remédio. Comprei um que tinha 70% de cacau e lá ía comendo um quadrado de vez em quando. E não é que a coisa funcionou? Não só me tirava a fome (em parte porque eu ficava meia enjoada com aquilo), como me dava muito menos vontade de comer porcarias.

Conclusão: chocolate de leite, do bom, não como há uma data de tempo. Tenho uma tablete de chocolate preto que me dura e dura e dura e me tira a vontade das porcarias de chocolate. Estranhamente, eu como chocolate, para depois não o comer xD

(aparentemente, meio mundo no hospital da minha psiquiatra faz isto e com resultados óptimos)



09/04/2014

Pequeno momento de humor II

A banda MaxiBom+1 esteve a dar um concerto em Cabo Verde. E cantaram um dos hits onde o booty é o protagonista. Os melhores momentos deste concerto podem ser vistos aqui:


08/04/2014

dietas e jejum. um post não muito bootylicious, mas didáctico.

Se o jejum funciona como método de perda de peso, não sei. não sou especialista no assunto. Mas os apologistas dessas dietas defendem-nas dizendo que é regressar aos hábitos alimentares pré-históricos, dos caçadores-recolectores, quando o homem passa fome e tinha períodos de jejum porque não conseguia encontrar alimento. E disso, meus amigos, percebo eu, que sou arqueóloga.

E é uma grande mentira. O homem só começou realmente a sofrer alguns períodos de fome quando se tornou sedentário e adoptou a agricultura e a domesticação de gado como principal meio de subsistência. Vamos lá desmistificar.
Os caçadores-recolectores do paleolítico e do mesolítico eram, grosso modo,  nómadas.  O que significa que não ficavam muito tempo no mesmo sítio. O que os nossos antepassados faziam era muito simples: seguiam as movimentações das manadas. E ao fazer isso, aproveitavam também os outros recursos dos locais onde passavam; ou seja, recolhiam frutos e sementes e fauna mais comum e abrangente como coelhos e veados. Mais tarde, começaram a aproveitar de forma exímia os recursos estuarinos: peixe, moluscos, bivalves. começaram a recolher e a transformar cereais selvagens. Estes homens não só tinham uma dieta equilibradíssima (sem açúcares refinados ahah), como era raro passarem fome. Até porque eles exploravam o meio ambiente da melhor forma possível: nunca deixavam os recursos acabar, sabiam o quanto deviam consumir numa zona antes de partir, de forma a permitir o desenvolvimento normal dessa fauna e flora. Assim, anos mais tarde quando voltassem, tinham alimento garantido.
Não me entendam mal. Claro que havia períodos de escassez. Afinal o Inverno é caracterizado por isso. Mas eles tiveram milhões de anos para aperfeiçoar as dinâmicas de exploração dos territórios. E lembrem-se dos chimpazés, com capacidades intelectuais menos desenvolvidas do que as nossas: eles vivem em grupos, tal como nós humanos são os únicos (ou dos poucos) animais que têm relações sexuais por prazer e que se masturbam. Eles recolhem frutos e sementes, caçam pequenos mamíferos e aves e ainda arranjaram uma forma de comer quantas térmitas quiserem, ao descobrirem que basta enfiar um pau lá dentro e elas vêm agarradas. Não passam fome. São chimpazés e aprenderam a tirar partido do meio e dos recursos. Nós fomos iguais.

Na verdade, quando nos sedentarizámos e adoptámos a agricultura é que começámos a ficar extremamente vulneráveis em termos alimentares. Começámos a depender das colheitas. Do tempo. Do armazenamento dos alimentos. Começámos também a sofrer com os raids de outros grupos que queriam roubar os stocks alimentares uns dos outros.

Se as dietas que implicam jejum funcionam, não sei. Custa-me a acreditar. Acho que nenhuma dieta que implique passar fome, starvation, é a solução. Tu não deves comer para emagrecer, deves comer para viver da melhor forma possível. E mais. Como pessoa que sofre de um distúrbio alimentar, diz-me a experiência que é depois desses jejuns que vêm as asneiras todas, que vêm os abusos e o comer desenfreadamente o que apareça à frente, como forma de compensação. E a seguir vem a culpa. E entramos num círculo vicioso.

Já me alonguei muito, mas achei essencial desmistificar este assunto. Se quiserem fazer jejuns façam, mas não por este motivo.


Em que pensamos quando estamos a correr

É mais ou menos isto que o Buzzfeed descreve com graça:

If I leap to avoid dog shit, does that make me a CrossFit athlete?
What the heck is CrossFit anyway?
Mental reminder: Google CrossFit when I get home.
If I ever get home.
If I had a heart attack right now, I wonder who would find my body.
OMG, I hope I never find a dead body. Joggers always find dead bodies.
Bodies. Body. Bod-ay. Runnin’ all day, no one can catch … may.
OK, I must be halfway done by now.
What?! Only two miles in?
Alright, stay focused. What am I going to eat when I get home?


E os pensamentos, do princípio ao fim, podem lê-los aqui.

A nossa relação vai bem e recomenda-se

Entre mim e o Fitness Hut vai tudo bem. Temo-nos visto com frequência, adaptei-me (tão bem quanto possível) e já nem me choca o facto de não haver secadores (nem toalhas, nem gel de banho...).

Devo dizer que estou impressionada comigo. Tinha o desejo de me tornar uma morning person e regressar ao bons hábitos. E se isto nunca é uma conquista completa, mas antes uma prática que se prova todas as semanas, parece que estou finalmente no bom caminho. Até já consegui ir a uma aula às 7h30 da manhã! Um feito absolutamente único. Confesso que adorei a sensação de atravessar a cidade (duas ruas, vá) quase sem movimento e ter o balneário quase todo para mim.

Ando super fã das aulas de spinning e de bodypump. Sendo certo que esta última dá cabo de mim. Andei três dias a andar como o Robocop (ou um homem de saltos - quando eu estava de all stars), depois da primeira aula. Mas já sabemos que beber uns copos e matarmo-nos no ginásio se trata mais ou menos da mesma maneira, por isso lá fui outra vez.

Se o meu ginásio me acordasse a cantar, era qualquer coisa deste género:




07/04/2014

O Nuno Markl foi correr

E, claro, a coisa, contada pelo Nuno Markl, tem imensa graça. Mas também tem um momento pedagógico: como a respiração é importante neste exercício... mas idealmente sem que se pareça um tarado na noite. Bom, para perceber melhor a coisa, nada como ver (sim: ver) e ouvir o episódio do Homem que Mordeu o Cão onde se detalha a experiência aqui.


05/04/2014

Vocês não sabem o que descobri na primark!

Não sabem, mas ficam já a saber. Foi isto:


Depois disto quem é que precisa de uma aula de Bunda, de MIB ou de Bum-Bum Brasil? Eu costumo dizer que certas músicas fazem descer uma Beyonce em mim #wishfullthinking, mas afinal a coisa pode mesmo crescer. No rabo. Numa primark perto de ti.



Eu continuo a confiar nas aulas para ficar bootylicious, mas trouxe-me um mimo da Primark. Estou já a pensar nos dias de bom tempo que a primavera há-de trazer e os treinos de circuito que se pode fazer. Perto da praia ou no jardim... Levo isto comigo: 



04/04/2014

Tudo o que importa saber sobre dietas

A dieta das cores, a dieta dos 31 dias, movimentos como o crudivorismo (= só comer alimentos crus). E depois coisas que nos fazem recuar ao tempo das cavernas como a dieta do paleolítico (muito semelhante à dos 31 dias porque pede muita proteína) ou a do jejum dois dias por semana (com base no tempo em que o homem passava por períodos de fome entre caçadas). Entre tanta dieta, como escolher aquela que melhor se adapta a nós? Agora que o verão está quase aí, uma pessoa precisa de saber esta resposta.

Venho fazer a revelação mais bombástica sobre dietas. Digo eu que já experimentei milhões. A melhor dieta que se pode fazer é apostar na reeducação alimentar. E fazer escolhas saudáveis todos os dias, refeição a refeição.

Segundo os especialistas ouvidos pela Notícias Magazine, neste artigo:
- o emagrecimento deve ser um processo gradual;
- meta realizável: perder cinco a dez por cento do peso inicial;
- não é sensato achar que vai perder mais de um kilo por semana.
- deve juntar-se à boa alimentação, exercício físico. O ideal é sessões de 30 ou 60 minutos algumas vezes por semana.

Comigo o que tem funcionado melhor e resistido ao tempo são estes mandamentos que criei para mim (e que podem não ser aconselháveis para toda a gente, claro). E podem ser complementados com estes cinco passos que são aparentemente super simples, mas fazem toda a diferença.

Se querem saber mais sobre os prós e os contras das dietas da moda, podem ler este artigo.

Se tiverem dicas, ideias, sugestões para uma alimentação mais saudável, please let me know!

03/04/2014

Spryou: por uma comunidade mais saudável

As apps e plataformas e xpto's online estão tão na moda e, finalmente, alguém teve uma ideia gira que junta tecnologia e exercício físico. A Spryou nasceu em Setúbal (cidade que tenho perto do coração), e pretende ser uma comunidade digital para promover a actividade física, o bem-estar e um estilo de vida saudável. Mal podemos esperar pelo lançamento que está previsto para o Verão.

A Spryou explicada pelo P3 aqui:

«O primeiro passo é o registo no site e a criação de um perfil que vá ao encontro das necessidades de cada pessoa. Em seguida, basta procurar actividades ou eventos conforme os gostos de cada um.

«Há ainda a possibilidade de ganhar recompensas, a nível virtual ou mesmo material de desporto. Caminhadas, corridas, peddy-papers, aulas de dança, crossfit e sessões de treino pessoal são algumas das opções que vão estar disponíveis. A regularidade, o preço e o tipo de iniciativas vão depender das empresas promotoras.

«Além de exercício físico, os participantes também podem encontrar serviços ligados à área da saúde, como sessões de fisioterapia, consultas de psicologia ou nutrição.»

Até lá, podemos dar like no facebook e ir acompanhando as novidades no blog




Corre! Pela tua memória

A meia idade ainda pode estar longe, mas sabe que, se fizeres exercício nos vintes, vais ter melhor memória quando chegares aos 50. Esta é a principal conclusão de um estudo publicado na Time.

Explicando o estudo:
1. Puseram 2.747 pessoas saudáveis, com 25 anos, a correr na passadeira até ficarem sem folgo. Aguentaram 10 minutos, em média.
2. Vinte anos depois, voltaram a pedir às pessoas para saltarem para a passadeira. O tempo médio caiu para 2,9 minutos.
3. Depois desta prova física, as pessoas foram submetidas a vários testes e concluiu-se que,  por cada minuto extra completo na passadeira, havia um aumento de 0,12 palavras certas num teste de memória, e 0,92 num teste com números e símbolos.

O estudo refere-se ainda a uma diminuição de 18% menos de risco para desenvolver doenças associadas a demência para quem praticou exercício cardio, como correr, nos vintes. Caso para dizer: corre pela tua saúde.