27/09/2013

Bulimia nervosa


Quando me foi diagnosticada a depressão e o distúrbio alimentar eu ainda pensei que pudesse ser bulimia, sem a parte do vómito, das drogas e dos laxantes. Mais tarde a psiquiatra disse-me que o meu problema não era este. Ainda assim, aqui ficam umas coisas sobre a bulimia nervosa.

  • A bulimia associa-se, geralmente, a uma depressão psíquica;
  • o doente tem alturas em que se alimenta em excesso e depois fica-se a sentir culpado;
  • os momentos de ingestão descontrolada de alimentos ocorrem 2 a 3 vezes por semana, durante uns 3 meses;
  • ao mesmo tempo, os doentes adoptam muitas restrições alimentares, mostrando muito medo em não conseguir controlar os ataques de fome;
  • os bulímicos provocam o vómito, usam laxantes, praticam exercício físico de forma exagerada;
  • muitas vezes apresentam sinais de auto-mutilação e, geralmente, recusam a psicoterapia;
  • muitas das pessoas que sofrem de bulimia têm problemas afectivos, de ansiedade e, por vezes, de drogas;
  • são pessoas que sofrem de depressão, alterações de humor, são obcecadas por dietas, têm uma auto-estima condicionada pelo peso, necessitam da aprovação constante dos outros;
  • fisicamente, o bulímico sofre grandes oscilações de peso, apresenta o rosto inchado, sofre de desidratação, garganta irritada, fadiga, dificuldades em dormir, etc.;
  • é uma doença que atinge essencialmente mulheres, particularmente dos 18 aos 40 anos e das classes sociais média-alta e alta.
(Lidon e Silvestre, 2009)

3 comentários:

Sofia L. disse...

Só tenho uma reserva: afecta mulheres "das classes sociais média-alta e alta"

bem sei que escreveste "essencialmente", mas parece-me ser importante sublinhar que tanto afecta homens como mulheres e, por outro lado, associar doenças a classes sociais... se calhar não é necessário :)

Amelia Pond disse...

Sofia, pelo que percebi, cerca de 90% dos casos são mulheres, mas claro que afecta homens.
Quanto ás classes, estas são as mais atingidas, creio que se relaciona com os desportos e as pressões sociais, pelo menos, de acordo com as minahs pesquisas. Claro que não deixa de afectar todas as camadas da sociedade, mas acho que é importante aqui mencionar os factos e as probabilidades, até para as pessoas ficarem mais alerta :)

Sofia L. disse...

Obrigada pelo esclarecimento e completamente de acordo quanto a dar a máxima informação. Nas mulheres, sendo de 90%, o "essencialmente" faz todo o sentido.

As classes sociais... continuo a achar que era escusado ou, tendo de ser incluído, merecia esse enquadramento que agora deste.

Obrigada!